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Trabalhando
com Outros
Qualquer
pessoa que deseje se engajar no estudo prático do ensinamento
de Gurdjieff provavelmente vai ver que a tarefa de encontrar
orientação é um desafiante exercício
de discriminação. Embora Gurdjieff tenha morrido
em 1949, muitos grupos continuam a se reunir, grupos que foram
iniciados por ele, por seus alunos diretos, ou por estudantes
mais antigos de seus alunos que trabalharam com Gurdjieff
e foram autorizados a transmitir seu ensinamento.
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Com
pouca ou nenhuma publicidade, e em alguns casos por muitas décadas,
esses grupos tem mantido seu compromisso com o estudo do ensinamento
de Gurdjieff: seus escritos, movimentos, música, trabalho
prático em grupo e práticas individuais orientadas,
apresentadas em uma tradição oral.
Durante
grande parte do século 20, muitas pessoas - incluindo filósofos,
psicólogos, escritores e artistas- foram influenciados pelas
idéias de Gurdjieff. A maioria reconhece isto sem se apresentar
como uma fonte do ensinamento dele. A situação é
complicada pelo crescente número de pessoas ou organizações
que acham conveniente tomar emprestado ou adaptar as vezes, poderosas
idéias e práticas do legado de Gurdjieff para seus
próprios propósitos filosóficos, psicológicos
ou comerciais- algumas vezes anunciando a oferta de uma nova abordagem
que suplanta o que Gurdjieff ensinou.
As
escolas de análise do eneagrama são um exemplo, onde
um simples diagrama é tomado de Gurdjieff, mas todo o resto
é inovação de autores que apresentam o eneagrama
como um sistema de classificação para análise
de personalidade. As especulações que resultam disso
não tem nenhuma relação com as idéias
e o ensinamento de Gurdjieff. A mesma situação aparece
quando variações e imitações dos 'movimentos'
de Gurdjieff ou ' danças sagradas' são demonstradas
como ginástica musical.
Um
ensinamento real inevitavelmente gera tais desvios, imitações
e distorções.
O
fato de que alguém cite Gurdjieff, discuta longamente suas
idéias, ou o tenha conhecido pessoalmente não oferece
nenhuma garantia substancial a um buscador sincero. Por outro lado,
embora sem mencionar, livros como "O Homem Novo", uma
interpretação do Novo Testamento, de Maurice Nicoll,
e o conto alegórico inacabado "Monte Análogo",
de René Dumal, são altamente valorizados pelos estudantes
de Gurdjieff porque esses trabalhos literários são
profundamente baseados no seu legado.
Um
aclaramento valioso desses pontos pode ser encontrado no ensaio
de Henry Tracol " Let Us Not Conclude," (1)
no ensaio do Dr. M. de Salzmann " Footnote to the Gurdjieff
Literature" (2) e no texto "Pessoas
com Fome e Sede da Verdade" incluído no livro "Gurdjieff
Fala a seus Alunos" (Editora Pensamento).(3)
Obrigado
aos leitores que fizeram valiosas contribuições em
construir esta página e desejam permanecer anônimos.
Walter
Driscoll
Greg Loy
(1) Reimpressa na Gurdjieff International Review, Vol III(1),
1999. (www.gurdjieff.org)
(2) Primeira publicação em inglês na
Parábola New York: vol V (3), 1980, e revisada em Gurdjieff:
na annoted bibliography J. Walter Discroll e Gurdjieff Foundation
of California. New York; Garland, 1985, pp. Xv-xxv.
(3) Em Gurdjieff Fala a seus Alunos, Editora Pensamento.
Pag 47-65.
Este
texto foi traduzido da Gurdjieff International Review
Fall 2000 Issue, vol IV, n° 1 (www.gurdjieff.org)
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